Acabei o secundário com média de 18. Tinha as portas todas abertas — com aquela média entrava em quase qualquer curso do país. Não me candidatei a nenhum.
Não foi revolta nem preguiça. Foi uma conta simples. Aos 16 anos já tinha co-fundado a Layout Agency; antes de fazer 18 já lhe tinha levado a receita a cinco dígitos. Enquanto me diziam para esperar quatro anos por uma folha de papel, eu já estava a fazer o trabalho que essa folha supostamente me ia autorizar a fazer.
Toda a gente à minha volta disse que era um erro. Hoje é a melhor decisão que tomei.
E quanto mais convivo com malta da universidade, mais a confirmo. A conversa é a próxima festa, a próxima bebedeira, quem anda com quem, o que se fuma no fim de semana. Do curso, do que estão a aprender, do que querem construir — disso não se fala. Está lá gente a passar três, quatro, cinco anos à espera de um diploma, e a chamar a isso formação.
Isto não é contra estudar. É contra a ideia de que só existe um caminho, e de que quem não o segue ficou para trás.